A pergunta errada é "qual IA comprar?". A certa é "onde a minha operação perde mais, hoje?". Por isso todo projeto da Pulso começa com o mapa de gargalos, não com um catálogo de ferramentas.
A ordem que usamos tem lógica de caixa. Primeiro, o que sangra dinheiro visível: agenda ociosa por falta, glosa de convênio, cobrança que não acontece. Depois, o que consome hora clínica: documentação e prontuário, onde um clínico gasta até 28 horas por semana em tarefas administrativas (Veradigm · Yale Medicine). Por último, o que aumenta receita: reativação de ex-pacientes e atribuição de marketing. Payback curto primeiro; o resultado cedo paga o resto do projeto.
Cada candidata passa pela régua (adote, teste, observe, evite) e pela conta: custo de implementar, taxa de erro tolerável naquele fluxo específico e margem. Quando a conta não fecha, isso vira recomendação por escrito. Não fazer também é prescrição.
O que fica de fora no começo: decisão clínica (não é lugar de IA autônoma), fluxo raro (automatizar exceção custa mais do que ela) e tudo que a equipe não vai usar. Ferramenta abandonada é a mais cara que existe.
O resultado é o blueprint: a ordem, o porquê, os riscos e o número esperado de cada onda, medido depois contra a linha de base. Sem mágica; com método.