Toda semana surge uma ferramenta nova prometendo transformar a medicina. A pergunta certa não é "ela é impressionante?", e sim "qual é o nível de prova de que ela funciona no meu contexto?". É a mesma pergunta que a boa medicina faz a qualquer intervenção antes de adotá-la.
Na Pulso, cada tecnologia passa por uma graduação em quatro anéis. Adote: evidência suficiente e risco conhecido; entra em produção. Teste: promissora, mas exige piloto controlado e medição contra a linha de base. Observe: interessante, imatura; acompanhamos a literatura e os relatos de uso. Evite: a promessa não sobrevive ao escrutínio, ou o risco supera o ganho hoje.
Três critérios sustentam a graduação. O nível de prova: o que existe publicado, em que população, com que desfecho. O contexto de uso: a mesma ferramenta pode ser "adote" numa tarefa administrativa e "evite" numa decisão clínica. E a certeza que sustenta: quando os dados são frágeis, dizemos que são frágeis.
É por isso que as nossas propostas incluem taxa de alucinação, taxa de erro e limites conhecidos, por escrito. Não porque fique bonito, mas porque decisão sem número é aposta; e a sua clínica não é lugar de aposta.
Este espaço vai publicar a curadoria que já fazemos internamente: o que entrou em cada anel e por quê. Sem hype; com fonte.